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Exército prende três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista; 2 estão foragidos

Exército cumpre prisões de militares condenados no núcleo 4 na trama golpista O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares que int...

Exército prende três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista; 2 estão foragidos
Exército prende três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista; 2 estão foragidos (Foto: Reprodução)

Exército cumpre prisões de militares condenados no núcleo 4 na trama golpista O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares que integram o grupo de sete condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista. Um dos condenados, coronel Reginaldo Abreu, está foragido nos Estados Unidos. Os réus foram acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado (entenda mais sobre a condenação abaixo). Foram presos: ➡️Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército. Foi preso em casa, no Espírito Santo, e ficará preso no 38º Batalhão do Exército de Vila Velha (ES); ➡️Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército. Ficará no Batalhão do Exército em Brasília; ➡️Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército. Também cumprirá pena no Batalhão do Exército em Brasília. O coronel do Exército Reginaldo Abreu, que também deveria ter sido preso nesta sexta, está foragido nos Estados Unidos. O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet está preso desde 2024. Ele passa a cumprir a pena de forma definitiva nesta sexta (10). Militares integrantes do núcleo 4 da trama golpista foram presos nesta sexta (10) Reprodução/GloboNews 🔎Militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em estabelecimento militar, e não em presídios civis. A custódia é, portanto, de responsabilidade da própria Força, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército. ➡️Por isso, no caso dos três militares, a responsabilidade da prisão é do Exército Brasileiro, e não da Polícia Federal (PF). A PF será responsável por prender os demais condenados que não são militares. Eles também devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das forças irão para comandos militares. Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo 4. Veja a lista: Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército ; Reginaldo Abreu, coronel do Exército (está foragido nos Estados Unidos); Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal (já está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de forma automática); Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército; Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (também está foragido, no Reino Unido); Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército. Condenação pelo STF Os réus foram condenados pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), eles usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas. Veja as penas às quais cada um foi condenado: Ângelo Martins Denicoli Pena: 17 anos em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Reginaldo Vieira de Abreu Pena: 15 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Marcelo Araújo Bormevet Pena: 14 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Giancarlo Gomes Rodrigues Pena: 14 anos em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Ailton Gonçalves Moraes Barros Pena: 13 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Guilherme Marques de Almeida Pena: 13 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa. Carlos César Moretzsohn Rocha Pena: 7 anos e 6 meses em regime semiaberto; 40 dias-multa. Outras medidas: pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. inelegibilidade de todos os réus. perda do cargo para Marcelo Bormevet (agente da PF; comunicação ao STM para a declaração de indignidade para o oficialato para Ailton, Angelo, Guilherme, Giancarlo, Reginaldo. encaminhamento da cópia da AP para o procedimento em que deve ser feita a retomada das investigações contra Valdemar Costa Neto.